Wiabiliza promove I º Encontro de CEOs em Ribeirão Preto

 4 de novembro de 2014
Postado por Wiabiliza

Integração, oportunidade para troca de experiências, sinergia, relacionamento
e geração de soluções serão as marcas dos eventos para executivos e empresas

Com o tema “Economia atual x Resultados dos negócios: quais são as estratégias existentes” a Wiabiliza inaugurou o primeiro encontro de CEOs e executivos da região de Ribeirão Preto, no dia 23 de outubro, em sua sede.

Convidados comentaram, debateram e expuseram opiniões a respeito dos dados apresentados pelo CEO da Zanini Indústria e Montagens, Dario Costa Gaeta, e pelo ex-CEO da Santal – Equipamentos Agrícolas, Marcos Ribeiro, que também atua como parceiro de negócios, Coaching e Mentoring para clientes da Wiabiliza.

O encontro tratou de análises de dados sobre a retração da economia, debates sobre o atual e o necessário rumo a ser adotado pelo governo para a política econômica, além de pauta recorrente sobre o etanol, petróleo, energia elétrica e temas que afetam de forma direta grande parte das indústrias e serviços da região. Os palestrantes apresentaram prognósticos em relação à falta de investimentos e de não haver políticas instituídas com isenção impedindo governantes de as utilizarem conforme seus interesses, muitas vezes, políticos.

As estratégias discutidas pelos CEOs e diretores – que atuam nos setores de infraestrutura, indústria de base, agronegócio, assistencial, TI e construção civil – enfrentam o aumento de portfólio de produtos e serviços, racionalização de processos, otimização de recursos e uma longa jornada para treinar e aperfeiçoar a mão de obra técnica, operacional ou de gestão. Segundo Marcos Ribeiro o crescimento de emprego e de massa salarial sem correspondente ganho de produtividade é redutor de crescimento da economia e dos negócios, além de afetar diretamente a rentabilidade e taxa de retorno.

Os participantes observaram como importante manterem-se em associações fortes como FIESP, CIESP, sindicatos patronais e associações setoriais com o propósito de acompanhar a economia, os políticos e proteger o funcionamento dos mercados.  Tudo isso para evitar a quebra dos cenários planejados os quais serviram para decisões sobre como conduzir a empresa para alcance de resultados. Reforçando esse posicionamento, nenhum empresário ou investidor aporta recursos em regiões e operações com oscilações fora dos parâmetros normais em razão do aumento do risco do capital, o que o torna mais oneroso, além de contarmos no Brasil com uma mão de obra cara, com baixa produtividade e formação escolar muito aquém do necessário.

Os impactos dos programas assistenciais do governo, como o Bolsa Família, quando atendem uma boa parte da população com baixo grau de instrução e baixa autoestima, contaminam atitudes que busquem melhor padrão de vida, conhecimentos e habilidades. Este comportamento impacta na produtividade e competitividade e se agrava pela desindustrialização em curso no país, conforme reflexões compartilhadas pelos executivos presentes.

A respeito do processo de desindustrialização Gaeta enfatizou que as perspectivas para a indústria de bens de capital fixo não é promissor, a considerar o avanço das importações de bens manufaturas, que saltaram de R$ 375 bilhões em 2010 para R$ 495 bilhões em 2013, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, portanto, a gerar menos negócios e por consequência menos empregos e consumo. “Quanto menor a formação bruta de capital fixo, menor a capacidade de investimento do país e menor os investimentos em bens de capital”. A formação bruta de capital fixo recuou de 4,5% do PIB, em 2013, para 4,1%, em 2014. Enquanto isso os gastos do governo elevaram-se de 2,4% do PIB, no ano passado, para 3% em 2014.

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos foi de R$ 5,379 bilhões em agosto deste ano, o que representa queda de 5,5% sobre o mês anterior. Na comparação com agosto de 2013 o faturamento registrou queda de 28,7%. No ano, o resultado de R$ 45,982 bilhões foi 16,6% inferior ao mesmo período de 2013. E nas vendas, o fraco desempenho da economia derrubou em 32,1% o consumo em relação ao ano passado.

Segundo Marcos Ribeiro, em um país de baixa escala industrial, crédito limitado e alto custo do dinheiro – realidade do Brasil desde 3ª década do século passado -, a sustentabilidade do negócio depende muito da equação de capital de giro, velocidade do giro financeiro e crescimento controlado com baixa alavancagem.

Em sua palestra Ribeiro disse que para avaliar cenários futuros é preciso considerar ambientes regulatórios e análises que passam por alterações tributárias que possam afetar o negócios nos próximos dez anos, redução de impostos ou retomada de novos, CAT 83 e recuperação de crédito de ICMS, recuperação de PIS COFINS vis a vis IRPJ e CSSL, incentivos fiscais para exportação, Mercosul ou novos acordos bilaterais, escolhas de lucro real e lucro presumido como estratégia de médio prazo. “Estas questões impactam diretamente nas estratégias e nos resultados das empresas”.

Os debates possibilitaram aos CEOs compartilharem suas visões e perspectivas sobre os cenários apresentados, os quais interferem diretamente em suas estratégias. “Nossos esforços serão no sentido de possibilitar reflexões e caminhos alternativos extraídos de experiências individuais dos participantes”, diz o diretor da Wiabiliza, Jorge Ruivo.

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Da esquerda para a direita: Ronaldo Nogueira Cruz (KO Máquinas Agrícolas), Marcos Ribeiro (Carpsi Serviços em Psicologia, Saúde e Gestão), Paulo Roberto de Oliveira (GS Inima Brasil), Tatiana Piccardi (Associação Helena Piccardi de Andrade Silva – AHPAS), Décio Rigotto (Digitalnet Brasil), Jorge Ruivo (Wiabiliza), Dario Costa Gaeta (Zanini Ind. e Montagens), Milton Moreira Filho (Protendit) e Adolfo Baldan (Baldan Implementos Agrícolas)

 

 

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